Há 3 milhões em apoios para competitividade e internacionalização das empresas algarvias

Podem candidatar-se empresas e associações empresariais, mas também entidades não empresariais do sistema de I&D, agências e entidades públicas.

As empresas do Algarve vão poder candidatar-se a um bolo de 3 milhões de euros em apoios da União Europeia para projetos de investimento nas áreas da Competitividade e da Internacionalização, ao abrigo dos cinco avisos publicados pelo Programa Operacional CRESC Algarve 2020.

Um dos avisos abertos dirige-se a centros de incubação de base tecnológica. Mas também há apoios para «a promoção do espírito empresarial», para «a internacionalização dos setores turismo, mar, agroalimentar, tecnologias de informação e comunicação (TIC) e indústrias culturais e criativas (ICC)» e para a qualificação, segundo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, que gere o CRESC Algarve 2020.

As candidaturas podem ser apresentadas até ao dia 30 de Outubro e estão abertas não só para empresas e associações empresariais, mas também para entidades não empresariais do sistema de I&D, agências e entidades públicas.

«Genericamente, estes cinco avisos servem para apoiar projetos que potenciem o empreendedorismo, em pelo menos uma, das seguintes áreas: atividades inovadoras baseadas em resultados de I&D, atividades inovadoras no âmbito dos domínios emergentes da RIS3 Algarve – Agroalimentar, TIC e ICC; energias renováveis e saúde; prospeção, conhecimento e acesso a novos mercados; processos colaborativos de internacionalização, de partilha de conhecimento e capacitação para a internacionalização; campanhas coletivas de promoção internacional, nomeadamente através da definição de campanhas, bem como de presenças institucionais em certames internacionais de referência», enumerou a CCDR do Algarve.

No que diz respeito ao setor turístico, «os projetos devem preferencialmente promover a valorização de produtos endógenos e/ou a relação entre esta atividade económica e os domínios Mar, Agroalimentar, TIC e ICC, no quadro de estratégias que potenciem, ainda que indiretamente, o sucesso da internacionalização das Pequenas e Médias Empresas.

Para isso, devem ser utilizadas ações como «prospeção, conhecimento e acesso a novos mercados, processos colaborativos de internacionalização, de partilha de conhecimento e capacitação para a internacionalização e campanhas coletivas de promoção internacional, nomeadamente através da definição de campanhas, bem como de presenças institucionais em certames internacionais de referência».

No domínio da qualificação, o aviso tem como objetivo apoiar projetos que se enquadrem nos domínios da RIS 3 Algarve. «Os projetos candidatos devem responder a pelo menos uma das seguintes prioridades: orientar as PME, dotando-as de conhecimento, informação e ferramentas para que desenvolvam atividades inovadoras que contribuam para a sua progressão na cadeia de valor; sensibilizar e capacitar as PME para a promoção e intensificação de atividades inovadoras e qualificadas; fomentar a inclusão das PME na economia digital, sensibilizando os empresários para a importância da presença digital e da incorporação tecnológica nos modelos de negócio, desmaterializando processos com clientes e fornecedores por via da utilização das TIC; promover práticas de cooperação entre empresas, fomentando a redução das importações no consumo do setor Turismo e incrementando o consumo interno de bens ou serviços produzidos localmente; promover práticas de eco inovação, eco design e eco construção, e/ou de utilização de resíduos na produção de novos produtos e serviços, através da promoção do conceito de economia circular; e aumentar a visibilidade e a informação relativamente a bens e serviços produzidos localmente».

Já o aviso dirigido aos centros de incubação de base tecnológica – cujo prazo de candidatura é mais alargado, 30 de Novembro – dirige-se «a entidades não empresariais do Sistema Científico e Tecnológico Nacional, incubadoras de empresas de base tecnológica e outras entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos focalizadas no apoio ao empreendedorismo e visa a requalificação e a criação de centros de incubação de base tecnológica».

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