Festival F mais ecológico aposta nas famílias e até vai ter um Governo Sombra

Também os videojogos terão um espaço dedicado no recinto

O Festival F vai regressar à Vila Adentro, em Faro, entre 30 de Agosto e 1 de Setembro, com muitas novidades. O cartaz musical já tinha sido anunciado e, na sexta-feira, no Museu Municipal de Faro, foi apresentada a restante programação e as inovações que vão fazer deste um evento mais ecológico, virado para as famílias e para o futuro.

«O F é muito mais do que música. Este ano, vamos procurar inovar com atividades que vão povoar o imaginário do público ao longo destes três dias», disse Rogério Bacalhau, presidente da Câmara de Faro.

Um copo reutilizável será uma das novidades deste ano, para reduzir a «pegada ecológica». Estes copos reutilizáveis, segundo Paulo Gouveia, presidente do conselho de administração da FAGAR, «podem ser adquiridos no festival e depois levados para casa».

Outra das novidades desta edição do F será uma área dedicada ao gaming e à realidade virtual, que vai ter mais do que consolas. Haverá uma componente de espetáculo, com música associada a videojogos, dança e também o maior streamer de Fortnite (videojogo) do país não vai faltar ao festival.

Segundo a organização, «as famílias são cada vez mais um pilar do F, pelo que, para além do cartaz musical heterogéneo, serão promovidos workshops para diferentes faixas etárias sobre construção de instrumentos musicais com materiais reciclados; beatbox; videomapping; hip-hop, entre outros. Existem ainda peças de teatro direcionadas para o público infanto-juvenil: “Frida Khalo”, de Cláudia Gaiolas, “Dama Pé de Mim”, de Ana Madureira, e o “Varredor de Marés”, pela companhia teAtrito. Também a música feita com recurso a instrumentos pouco convencionais vai interpelar o público mais jovem, com o projeto espanhol Vibra tó».

À semelhança do que aconteceu na edição anterior, Valter Hugo Mãe volta ao Festival F para moderar tertúlias diárias, com artistas que fazem parte do cartaz. O espaço de debate e pensamento recebe também, no dia 1, com moderação de Inês Lopes Gonçalves e sob o mote “Histórias do Direto”, Pedro Ribeiro e António Macedo. Os radialistas «vão contar algumas histórias divertidas sobre a sua carreira», segundo revelou Vasco Sacramento, da Sons em Trânsito.

A gravação de um programa “Governo Sombra”, com Ricardo Araújo Pereira, Carlos Vaz Marques, Pedro Mexia e João Miguel Tavares, no dia 31, no Museu Municipal de Faro, é outro dos destaques da programação. «Neste cenário mágico, será o mais bonito Governo Sombra de sempre!», garante Vasco Sacramento.

No que diz respeito ao humor, que voltará a ter no Palco Músicos a sua base, vão passar pelo F nomes como Eduardo Madeira, Jel, Môce dum Cabréste, Hugo Sousa ou Pedro Luzindo.

Já pelo Palco Arco, vai passar, todas as noites, uma formação de jazz para abrir e termina com a curadoria de Gijoe, produtor e DJ algarvio, que vai convidar nomes associados ao hip-hop a ocupar este palco.

A programação de teatro no Festival F resulta de uma parceria com o LAMA (Laboratório de Artes e Media do Algarve) e terá lugar em diferentes espaços ao longo dos três dias. “Muita Tralha Pouca Tralha”, com direção artística de Catarina Requeijo, “Lendas da Nossa Terra, Por Romão o Ancião”, com encenação de Raul Constante Pereira, e “Sómente”, de Sérgio Fernandes, são algumas das peças que podem ser vistas ao longo do festival.

Em paralelo, a programação itinerante destaca performances, como “Dar a ver quando fecho os olhos”, dirigida por Manuel Neiva, e a atuação do coletivo musical algarvio Alfanfare.

Entre as exposições que podem ser vistas no F, encontram-se “A Evolução do Braço – Surrealismo na Coleção Millenium BCP e alguns ecos contemporâneos”, no Museu Municipal de Faro, com obras de Mário Cesariny e Paula Rego, entre outros, e “Mare Nostrum”, na Sala Alfa do Palco Arco, que reúne o olhar fotográfico de 10 fotógrafos, sobretudo algarvios, sobre o mar português e a Ria Formosa.

O F terá ainda, este ano, três Silent Parties, já que, ao longo dos três dias, aqueles que circularem no Largo D. Afonso III, na zona de street food, «serão convidados a levantar os fones disponibilizados e a ouvir e a dançar ao som da música que selecionarem para o momento», explica a organização.

A comida também será para todos os gostos. Pelo recinto, estarão disponíveis 27 bancas de street food, 19 delas do Algarve. «Vamos ter comida vegan, vegetariana, ou paleo, além de hamburguers, cachorros, farturas ou bifanas. É só escolher», diz Sandra Ramos, presidente do conselho de administração da Ambifaro.

No ano passado, perto de 35 mil pessoas passaram pelo Festival F. Em 2018, a expetativa da organização é que esse número aumente e, além dos concertos, para todos os gostos, de nomes como Salvador Sobral, Diogo Piçarra, Sérgio Godinho, Áurea, Piruka, ou The Gift, não faltará oferta de atividades. O difícil será escolher.

A programação completa do festival, com os horários dos concertos, está disponível aqui.

O Festival F é uma iniciativa do Município de Faro, do Teatro Municipal de Faro, da empresa municipal Ambifaro e da produtora Sons em Trânsito.

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