Festival F vai contar com «todos os artistas do momento em Portugal»

«Estão aqui todos os artistas do momento em Portugal». Diogo Piçarra não tem dúvida quanto à qualidade do cartaz do […]

«Estão aqui todos os artistas do momento em Portugal». Diogo Piçarra não tem dúvida quanto à qualidade do cartaz do Festival F, que vai decorrer entre os dias 30 de Agosto e 1 de Setembro, na Vila-Adentro de Faro. O músico farense vai estar no F e será acompanhado por nomes sonantes da música nacional, desde o experiente Sérgio Godinho, até aos jovens D.A.M.A. e Salvador Sobral, passando pelos há muito consagrados The Gift, Moonspell e Rodrigo Leão.

Estes são apenas alguns dos muitos artistas que vão marcar presença no evento. E muitos deles estiveram esta segunda-feira, dia 4 de Junho, no Teatro Capitólio, em Lisboa, para assistir à apresentação oficial do cartaz do Festival F de 2018.

Paulo Santos, vice-presidente da Câmara de Faro, agradece as palavras do seu conterrâneo Diogo Piçarra – que faz questão de frisar que não sabe se se inclui no lote de artistas do momento em Portugal – e considera que «estão criadas todas as condições para ter uma edição muito forte».

«Há aqui três fatores importantes. Desde logo a organização, muito pela dedicação dos funcionários da Câmara, que vestem a camisola e dão tudo pelo F», disse ao Sul Informação o vice-presidente da Câmara de Faro, à margem da sessão de apresentação do cartaz do festival.

Neste campo, destaque para a homenagem que será feita ao “pai” do Festival F, Joaquim Guerreiro, que morreu em 2017, numa altura em que estava a decorrer a 4ª edição do evento. Um dos elementos desta homenagem é uma pintura, a cargo do jovem artista farense Pedro Vale, cujo esboço já pode ser apreciado ontem, em Lisboa.

O presidente da Câmara de Faro Rogério Bacalhau com o músico Diogo Piçarra e o artista plástico Pedro Vale

«Depois, temos os artistas. Hoje percebeu-se bem isso na apresentação, já que, de forma desinteressada, estiveram cá quase metade dos artistas que compõem o cartaz, o que não é normal, tendo em conta que não foram os atores principais desta conferência», acrescentou.

E, claro, «o público, que tem reagido, sendo ativo e sugerindo. Nós, dentro do possível, tentamos corresponder aos anseios das pessoas».

«Acho que o Festival se tem vindo a consolidar e a crescer de ano para ano. Temos tido muita aceitação por parte do público e esse é o melhor reconhecimento que nós podemos ter», acredita Paulo Santos.

Além de anunciar quem são os protagonistas, esta sessão serviu para dar a conhecer as novidades que serão introduzidas nesta 5ª edição do festival. E uma das principais é que, ao nível do recinto, não há alterações, algo que acontece pela primeira vez desde que o F foi lançado.

«O recinto este ano, consolidou-se. Não há alterações, apenas corrigimos a questão do largo Afonso III, onde vamos ter uma dinâmica diferente, para voltar a ter ali um hype forte», explicou ao Sul Informação Paulo Santos.

No Largo Afonso III, este ano, haverá festas silenciosas, em que o público ouvirá a música posta por DJ em headphones. Tudo sem fazer ruído, o que permitirá que as iniciativas realizadas neste local não choquem com outras feitas em palcos próximos, como o do Museu e da Sé.

«Também teremos os três balões de ar quente, que vão permitir ver o F de outra perspetiva, de cima, bem como as curtas de teatro, resultantes da parceria com o LAMA e com o João de Brito», acrescentou Paulo Santos.

Repetente no F é Diogo Piçarra, apelidado pelo presidente da Câmara de Faro Rogério Bacalhau como «embaixador de Faro em Portugal e no mundo».

«É sempre um prazer enorme voltar ao F e, acima de tudo, um enorme orgulho ver o festival crescer tanto e já ser uma referência a nível nacional. Foram raras as vezes que eu vi um evento no Algarve a vingar e este é uma exceção», considerou o músico farense, em declarações ao Sul Informação.

«Foi muito bom ter estado ligado ao início e voltar agora e ver o Festival F ainda mais maduro, mais experiente, com mais inovação», acrescentou.

Esta veia inovadora tem permitido a este evento «marcar a diferença» desde que foi criado», nomeadamente «pelo Street Food, pelo teatro que vai começar este ano, pela Stand Up Comedy, pela zona para crianças, por ser na cidade velha. Este é um festival diferente, que tem personalidade e identidade, e isso marca as pessoas».

Sérgio Godinho

Nos palcos do F vão passar outros algarvios, desde logo o pianista Júlio Resende, que se juntará a Salvador Sobral no projeto Alexander Search, mas também Daniel Kemish, Homies e Domi.

Daniel Kemish não esconde ao nosso jornal que este é um momento pelo qual há muito ansiava. «Para mim, o F sempre foi um daqueles festivais de sonho. Quando começas a ter trabalhos originais e vais ao Festival F, pensas sempre: Eu quero estar aqui!», disse.

Mas, para isso, «também é preciso estar pronto, para conseguir chegar lá e fazer um bom trabalho. E penso que esta é a hora certa para mim. Acredito que será o meu melhor concerto este ano».

O músico algarvio, bem como outros artistas jovens da região, já garantiram, à partida, um lugar entre alguns dos grandes nomes da música portuguesa, no cartaz ontem apresentado.

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Fotos: Hugo Rodrigues/Sul Informação

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