Presidentes de Câmara do Algarve escolhem Brandão Pires para 1º Secretário da AMAL

Joaquim Brandão Pires foi o nome escolhido pelos presidentes de Câmara do Algarve (mas não todos) para ocupar o importante […]

Joaquim Brandão Pires foi o nome escolhido pelos presidentes de Câmara do Algarve (mas não todos) para ocupar o importante cargo de 1º Secretário da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve. A decisão final cabe à Assembleia Intermunicipal do Algarve, que votará o nome de Brandão Pires no 30 de Abril.

«Achámos que Brandão Pires era a pessoa certa, tendo em conta os desafios que a AMAL tem, atualmente. Temos processos comunitários a andar e muitas outras coisas a decorrer. O 1º Secretário é o homem que faz mexer a máquina administrativa da AMAL. Não é um cargo qualquer», disse ao Sul Informação o presidente da AMAL Jorge Botelho.

Apesar deste nome ter sido aprovado por «maioria confortável», na reunião do Conselho Intermunicipal da AMAL que decorreu esta sexta-feira, em Faro – com 10 votos a favor e quatro em branco -, isso não significa que a nomeação tenha sido pacífica.

Na reunião estiveram quinze presidentes de Câmara algarvios – António Pina, de Olhão, foi o único a não estar representado – mas um deles, o edil de Faro, Rogério Bacalhau, recusou-se a votar esta proposta e saiu da sala durante o escrutínio.

«A agenda é distribuída a todos os executivos com oito dias de antecedência. E, com os pontos da agenda, deve vir a proposta para se votar, no dia da reunião. Mas não houve proposta rigorosamente nenhuma e, na altura da votação, foi dito o nome da pessoa. Isto não se faz assim!», defendeu Rogério Bacalhau, em declarações ao Sul Informação.

Tendo isso em conta, o autarca de Faro preferiu sair da sala e não votar. «É uma questão processual. Porque, se não, não precisava de haver agenda».

Jorge Botelho admite que os documentos de suporte não iam junto à ordem de trabalhos, «como nunca foram, neste assunto específico». O presidente da AMAL garante que o procedimento adotado «foi o mesmo que foi feito para os 1º Secretários antes deste. O nome não consta na agenda e há troca de impressões entre todos. Neste caso, o presidente da Câmara de Faro considerou que não tinha informação sobre o que ia ser apreciado na agenda», disse.

Polémicas à parte, o nome de Brandão Pires foi aprovado. «O processo de designação será feito no dia 30, na Assembleia Intermunicipal. O nome que escolhemos agora terá de ser aprovado por aquele órgão e toma posse lá», resumiu Jorge Botelho.

A Assembleia Intermunicipal da AMAL é composta por membros das diferentes Assembleias Municipais e conta «com representantes de todas as forças políticas». Os presidentes das AM «têm assento por inerência». Os demais elementos são escolhidos a nível concelhio, pelos seus pares.

Segundo Jorge Botelho, «Brandão Pires é uma pessoa conhecedora e que tem currículo. Foi técnico e dirigente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, foi diretor regional da Economia e diretor dos Portos. É consultor e conhece os problemas do Algarve».

«Tem um perfil mais discreto, mas é, obviamente, alguém conhecedor das matérias e desafios da região. Tem, inclusivamente, feito algum trabalho de consultoria para a AMAL», acrescentou o também presidente da Câmara de Tavira.

Com a nomeação de Brandão Pires, fica concluído um processo que teve o seu episódio inicial na primeira reunião do Conselho da AMAL.

A última pessoa a ocupar o cargo de 1º Secretário foi Miguel Freitas, que saiu da AMAL diretamente para o Governo de António Costa, onde é o atual secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural.

Joaquim Brandão Pires foi vice-presidente da CCDR do Algarve entre 2005 e 2008, tendo também ocupado o cargo de diretor-delegado do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, entidade entretanto extinta, bem como o de diretor regional de Economia (1996 a 2004).

É licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa, onde também obteve uma pós-graduação em Métodos Quantitativos Aplicados à Economia. Doutorou-se em Ciências Empresariais na Universidade de Huelva.

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