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FIMA leva concerto a Lagoa «que só faz sentido no Algarve»

O maestro Martin André

A estreia da orquestração de “Suite Al-Gharb” é um dos destaques do concerto “Ibéria”, a próxima proposta do FIMA – Festival Internacional de Música do Algarve, que vai subir ao palco do Auditório Municipal de Lagoa, esta sexta-feira, dia 6 de Abril, às 21h00.

Neste espetáculo, além da Orquestra Clássica do Sul, dirigida pelo maestro britânico Martin André, vai marcar presença Gaëlle Solal, «uma guitarrista absolutamente fantástica», nas palavras de Rui Pinheiro, diretor artístico do festival.

O concerto vai ser dedicado à temática ibérica. Portugal e Espanha vão unir-se pela música de compositores modernistas.

Esta “viagem” vai começar no Algarve com «a estreia de uma peça de Tomás de Lima, escrita no início do século [1941], chamada Suite Al-Gharb. São oito andamentos descritivos de pequenas cenas algarvias, de várias zonas da região, das praias… É muito interessante poder fazer uma obra destas, neste festival, no Algarve, porque não fazia sentido em mais nenhum lado», explicou Rui Pinheiro ao programa Impressões, dinamizado pelo Sul Informação e RUA FM.

Gaëlle Solal

Para o maestro titular da Orquestra Clássica do Sul, de acordo com «a minha visão daquilo que deve ser um festival internacional, deve haver artistas internacionais, mas não podemos descurar o lado regional. Estamos no Algarve e queremos fazer isto para as pessoas que aqui vivem. Se este é um festival que se poderia ouvir em Londres ou Nova Iorque? Alguns concertos sim, outros acho que só fazem sentido aqui, para este público, para o Algarve, através de certo tipo de temáticas e de obras», como esta que será apresentada em Lagoa.

Além daquela peça, será tocado o Concierto de Aranjuez, de J. Rodrigo, interpretado pela solista Gaëlle Solal, a Suite Amor Brujo,  de M. Falla, que contém a “Dança Ritual do Fogo”, e Duas melodias para cordas, de Freitas Branco.

A dirigir este concerto estará o britânico Martin André, «cujas interpretações são sempre marcadas por um apurado sentido de estilo e por uma energia contagiante», realça a organização do FIMA.

Martin André é o único maestro que dirigiu todas as grandes companhias de ópera britânicas.

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