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Rui Pinheiro: Regresso do FIMA foi uma «batalha ganha» [com áudio]

Rui Pinheiro – Foto: Martyna Mazurek | Sul Informação

O Festival Internacional de Música do Algarve (FIMA) regressou em 2017, depois de um interregno de oito anos, e «foi uma batalha ganha», segundo Rui Pinheiro, maestro titular da Orquestra Clássica do Sul e diretor artístico do festival.

Em entrevista ao programa Impressões, dinamizado em conjunto pelo Sul Informação e pela Rádio Universitária do Algarve, Rui Pinheiro falou da sua carreira, do regresso do FIMA e dos projetos futuros da Orquestra Clássica do Sul.

Para o maestro, «conseguimos responder às expetativas geradas em torno do regresso do FIMA». «No ano passado tivemos uma programação fantástica e senti que foi bem sucedido. Houve uma atividade cultural bastante intensa, com agrupamentos, solistas, nomes bastante conhecidos que as pessoas queriam ver e tiveram essa oportunidade», acrescentou.

Sobre o FIMA 2018, que decorre até 24 de Maio, o maestro diz haver uma «continuidade» em relação ao ano passado e «temos uma expetativa interessante».

Na programação deste ano, Rui Pinheiro explica que a organização tentou «ir do período barroco à música contemporânea, desde a formação sinfónica à formação de música de câmara, ir deste o concerto formal, em que temos orquestra a um projeto, com o Diogo Infante, em que vamos fazer uma peça de teatro. Procurámos oferecer um conjunto diversificado de concertos e formatos».

O festival regressou no ano passado com o apoio do 365Algarve, que se mantém este ano, e esse apoio foi essencial para que o FIMA voltasse a existir: «fazer um festival desta envergadura tem custos que a Orquestra Clássica do Sul não poderia suportar. A orquestra tem os seus apoios que servem para fazer a sua temporada regular e cobrir os custos básicos de gerir a orquestra, viagens, ou concertos […]. O FIMA constitui um extra bastante grande que, muito honestamente, não seria possível realizar sem o apoio do 365Algarve».

O programa que tem como objetivo dar vida cultural à região na chamada época baixa é uma aposta que Rui Pinheiro considera acertada porque «a cultura deve estar de mãos dadas com turismo».

No caso do FIMA, apesar de o maestro ter dúvidas que o evento possa atrair turistas estrangeiros, «a nível nacional creio que sim, tenho conhecimento de gente que virá de Lisboa de propósito ao Algarve para ver um concerto, porque quer mesmo ver aquele artista, aquele agrupamento».

«O Algarve é um sítio fantástico: tem sol, come-se bem, se tiver também uma atividade cultural fantástica, se calhar, em vez de Ibiza, prefiro passar uns dias no Algarve», conclui.

Oiça a entrevista a Rui Pinheiro na íntegra:

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