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Tempestade Félix levou parte do novo telhado do Pavilhão Municipal de Olhão [com fotos]

O vento forte que atingiu a região arrancou telhas e pedaços da cobertura do Pavilhão Municipal de Olhão, durante a madrugada. O telhado desta infraestrutura desportiva já havia sido afetado por um tornado que atingiu aquela zona do concelho, em 2016, o que obrigou a uma intervenção de fundo, concluída há pouco tempo.

Desta vez, foi a tempestade Félix a responsável pelos estragos.«O pavilhão vai ter de ficar fechado durante algum tempo. Os estragos voltaram a ser no lado poente do pavilhão», revelou ao Sul Informação António Pina, presidente da Câmara de Olhão.

E se há dois anos o autarca não se admirou que o tornado tenha levado uma cobertura já com muitos anos e com problemas, desta vez mostra-se surpreendido.

«É uma estrutura nova, acho que devia aguentar o vento, mesmo sendo forte. Amanhã vamos ao local com os nossos técnicos e com a seguradora, para avaliar a situação», nomeadamente se houve falhas da parte do empreiteiro contratado para substituir o telhado do pavilhão, disse António Pina.

Ontem, como o nosso jornal deu conta, foram registados ventos de 122 quilómetros/hora em Carvoeiro, no concelho de Lagoa. A chuva, trovoada e ventos fortes associados a esta tempestade fizeram-se sentir um pouco por todo o Algarve.

Esta foi uma das 91 ocorrências registadas na região desde o início do estado de alerta, ontem ao final da tarde. Segundo revelou ao nosso jornal o comandante Richard Marques, do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro, os concelhos mais afetados foram «Portimão, Faro e Monchique», mas houve situações em todos os concelhos «exceto Alcoutim, Castro Marim e VRSA».

Em Loulé, «duas pessoas tiveram de ser deslocadas de sua casa, como medida preventiva», depois da queda de um muro num edifício devoluto vizinho. Em Faro, uma árvore caiu sobre uma estrutura no acampamento de ciganos do depósito de água, na Lejana, em Faro. As vítimas já estão a ser acompanhadas, disse.

«Fomos alertados para 40 quedas de árvore, quatro movimentos de massas, uma inundação, para a queda de 26 de elementos de estruturas. Também fomos chamados para 19 desobstruções de  via e para um salvamento aquático, no concelho de Silves, que acabou por não ser necessário, pois as pessoas conseguiram sair da situação de perigo pelos seus próprios meios», revelou Richard Marques.

As operações envolveram um total de 419 operacionais, apoiados por 182 meios.

 

Veja as fotos:

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