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“O Vento” leva música e cinema à Igreja de Santiago em Tavira

O filme é mudo, mas haverá um elemento sonoro a acompanhar toda a película. “O Vento”, de Victor Sjöström, exibe-se esta quinta-feira, 8 de Fevereiro, a partir das 21h30, na Igreja de Santiago, em Tavira, e Filipe Raposo vai estar no órgão de tubos a acompanhar «uma obra espantosa». 

Assim nasce mais um cine-concerto do “Video Lucem”, o programa cultural apoiado pelo “365Algarve” que leva cinema às igrejas do Algarve.

Filipe Raposo falou com o Sul Informação ainda antes da sessão e mostrou-se muito expectante, apesar de não ser a primeira vez que vai musicar este filme. «É um grande desafio ser num órgão de tubos. Até há aqui uma metáfora entre o facto de o órgão de tubos funcionar a ar e o filme ser sobre o vento», disse ao nosso jornal.

Num dos filmes mais icónicos do cineasta sueco Victor Sjöström, a história faz-se em torno da figura de Letty, interpretada por Lillian Gish.

Um dia, Letyy foge da casa dos pais para se casar, mas o seu marido acaba por se tornar o vilão da película. Para saber o resto, tem de ir a Tavira já na quinta-feira…

Igreja de Santiago, em Tavira

Sérgio Marques, programador do “365Algarve”, explicou ao nosso jornal que este é um filme «que fala do vento, de várias formas».

Por isso, Filipe Raposo refere que «vamos ouvir o som das tempestades, presentes nas memórias afetivas das tempestades que vivemos».

O músico disse ao Sul Informação que já esteve a «estudar os registos do órgão» e tem uma «partitura que segue as coordenadas principais do filme». Além disto, também haverá «momentos em que deixo o filme respirar por ele próprio» e secções de improvisação para Filipe Raposo dar asas ao talento.

E, ainda antes do pianista, vai ser Ricardo Martins, guitarrista algarvio, a fazer a abertura de mais um cine-concerto do “Video Lucem”.

As expetativas para esta sessão são de «encher a bonita Igreja de Santiago», segundo Sérgio Marques, algo que Filipe Raposo corrobora. «Espera-nos uma noite única. Vai ser um belíssimo momento», concluiu.

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