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Construção de nova ponte em Tavira começa depois do Verão [com fotos]

Imagem do projeto

A nova ponte sobre o Rio Gilão, que vai substituir a ponte militar, uma estrutura provisória que é utilizada há 27 anos, vai começar a ser construída depois do Verão, em «Outubro ou Novembro».

Jorge Botelho, presidente da Câmara de Tavira, adiantou em entrevista ao Sul Informação que «pensa levar a deliberação do lançamento do concurso a reunião de Câmara, ainda em Janeiro, e à Assembleia Municipal, em Fevereiro», altura em que o concurso deve ser lançado.

Segundo o autarca, «o projeto está condições de ser lançado em concurso a qualquer hora e a Câmara tem meios financeiros para suportar o valor projetado que é de 1,5 milhões de euros».

A obra no terreno ficará para depois do Verão. «Temos o Verão em Tavira, a Feira da Dieta Mediterrânica, a Semana da Juventude, essa é a nossa dinâmica e espero, em Outubro ou Novembro, ter a obra no terreno, com o concurso concluído», explicou o presidente da Câmara de Tavira.

Ponte Atual | Foto: Fabiana Saboya/ETIC_Algarve

Jorge Botelho revelou que a «nova ponte será feita precisamente no mesmo sítio da anterior, que está lá há 27 anos. Temos todos os pareceres, temos o desenho, a arquitetura». A nova infraestrutura será «uma ponte de betão, com 88 metros, com via pedonal e ciclável e com uma via de trânsito, porque este é um investimento projetado ao longo dos anos. Assim tem a possibilidade de estar aberta ou fechada ao trânsito».

As imagens da arquitetura da nova ponte não agradaram a todos os tavirenses e, nas redes sociais, há quem critique o projeto. No entanto, Jorge Botelho garante que «a ponte é mais bonita na realidade do que nos desenhos apresentados» e que «haverá uma sessão pública de apresentação, com o arquiteto Appleton, para mostrar os pormenores» da nova travessia.

«Quando se faz uma obra de engenharia no centro de Tavira, nunca há consenso. Há quem defenda que devia ser um projeto de um arquiteto à escala internacional, outros defendem que devia ser uma coisa a desaparecer na paisagem, e há quem diga que devia ser uma obra de engenharia e arquitetura excecional, uma peça única. No entanto, a nossa ideia é que nenhuma ponte deve desvirtuar, ou fazer concorrência, à ponte medieval, ou romana, como se costuma chamar. Essa é o nosso ex-libris, faz parte do nosso património e todas as outras são formas de travessia da cidade», explica o autarca.

Jorge Botelho considera que a construção da nova ponte «foi validada expressamente pelas pessoas nas Eleições Autárquicas», porque «a ponte estava no programa eleitoral e foi um tema discutido».

Para Jorge Botelho, «o que interessa é ligar as duas margens para proporcionar um desenvolvimento sustentado e investimento em ambas. A margem direita do Rio Gilão é mais desenvolvida e há investidores que esperam sinais da parte da Câmara para promover o desenvolvimento da outra margem do rio», concluiu.

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