“365Algarve” aposta forte nos estrangeiros residentes e nos amigos que eles trazem

O “365Algarve” está a apostar em força na comunicação dirigida aos estrangeiros residentes na região. Uma medida que está relacionada […]

O “365Algarve” está a apostar em força na comunicação dirigida aos estrangeiros residentes na região. Uma medida que está relacionada com os resultados de um estudo feito pela Universidade do Algarve, o qual revelou que a larga maioria dos visitantes estrangeiros que assistem aos espetáculos deste programa cultural regional estão no Algarve a visitar familiares.

Esta mudança de estratégia comunicacional foi uma das primeiras decisões tomadas por Anabela Afonso, a nova comissária do “365Algarve”, que foi a convidada do  programa radiofónico “Impressões”, dinamizado em conjunto pelo Sul Informação e pela Rádio Universitária do Algarve RUA FM.

Segundo Anabela Afonso, o acompanhamento que a UAlg tem feito do programa cultural tem sido uma ferramenta muito útil para os responsáveis pela programação e gestão do “365Algarve”. O estudo serviu, num primeiro momento e quando a comissária do programa era Dália Paulo, para afinar a estratégia de programação, diminuindo o número global de iniciativas apoiadas e apostando em eventos âncora.

Mas a utilidade do trabalho que foi realizado pela academia algarvia não se esgotou por aqui. «Os dados de que dispomos são animadores, no que toca à passagem da 1ª para a 2ª edição. Uma avaliação intercalar, relativa ao período até Dezembro de 2017, indica que, nos eventos realizados na atual edição, temos já um total de 15% de turistas vindos de outros países. Por outro lado, há os residentes estrangeiros, que já representam 13% do total», revelou Anabela Afonso.

Espetáculo de novo circo

«Numa reunião que tivemos recentemente com a empresa que faz a promoção do “365Algarve” nas redes sociais, apontámos que não estávamos a chegar aos estrangeiros residentes e que isso era necessário. E, a partir desse momento,  notámos logo uma evolução. Isso aumentou a nossa visibilidade e os clicks que recebemos lá de fora», contou.

Ou seja, «esta dinâmica de termos cá uma comunidade estrangeira residente também potencia muito a visita do turista vindo de fora».

«É óbvio que queremos mais e que o objetivo é trabalhar nesse sentido. Mas penso que são bons resultados para um programa que ainda é muito jovem», considerou.

Apesar deste esforço em chegar aos estrangeiros residentes e, através deles, aos que visitam a região, vindos de outros países, Anabela Afonso salientou que «o objetivo principal do “365Algarve” não é trazer público estrangeiro ao Algarve, é qualificar a oferta turística já existente na região com esta componente de valorização do território, que é a cultura e as experiências que quem nos visita pode ter a este nível».

Cerca de um mês depois de ter iniciado funções, Anabela Afonso também já está a trabalhar na preparação da próxima edição do “365Algarve”, que vai decorrer entre Outubro de 2018 e Maio de 2019.  Neste momento, «estamos a fazer alguns ajustes ao regulamento» e a preparar a abertura de novo período de candidaturas ao programa, algo que deve acontecer «até ao final de Fevereiro».

«Isso implica atrasar um bocado em relação à data do ano passado, que foi a 6 de Fevereiro. Abrimos um pouco mais tarde, mas garantimos que o regulamento tem as alterações adequadas, para que as coisas corram da melhor forma, na próxima edição», disse.

Anabela Afonso

Certo é que a estratégia «não deverá mudar muito», em relação a esta segunda edição. Ainda assim, não está posto de lado um apertar do critério, semelhante ao que aconteceu do primeiro para o segundo ano.

Esta mudança resultou das recomendações recolhidas junto dos que assistem a espetáculos “365”.  Na primeira edição, «houve muita gente a considerar que havia demasiada dispersão nos eventos agendados e que se calhar era preferível haver menos iniciativas».

«O estudo intercalar dos primeiros meses da 2ª edição ainda traz essa recomendação. Os indicadores de satisfação têm subido, mas há quem recomende eventos com mais qualidade. A redução do número de eventos teve a ver com isso e é possível que haja nova redução», disse Anabela Afonso.

Mas, salientou, tudo dependerá «das candidaturas que surgirem».

Pode ouvir a entrevista a Anabela Afonso, na íntegra, aqui.

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