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Espetáculo “Cataplay” vai «falar da vida» com a ajuda do aroma e sabor da cataplana

É uma peça de teatro, que aborda com humor as preocupações do dia-a-dia, mas também é uma oportunidade de provar um dos mais emblemáticos pratos típicos do Algarve, a cataplana. E nem sequer faltarão música, dança, «duelos, feitiços e contradições». A performance “Cataplay”, que junta em palco os atores Tânia Silva e Mário Spencer, encenados por João de Brito, vai estrear no dia 10 de Dezembro na Tertúlia Algarvia, na Vila-Adentro de Faro, para dar ao público alimento para a alma, mas também para o corpo.

A partir de Fevereiro e até Maio, haverá outras dez sessões, quatro das quais na Tertúlia Algarvia, em Faro (4 e 11 de Fevereiro, 25 de Março e 13 de Maio), mas também em diferentes pontos do Algarve, nomeadamente no Centro Cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António (2 de Fevereiro), no Centro Cultural de Vila do Bispo (4 de Março), na Galeria de Arte Praça do Mar, em Quarteira (28 e 29 de Março), no Museu Municipal de Faro (8 de Abril) e no Mercado da Ribeira, em Tavira (22 de Abril).

Este é mais um espetáculo inserido na programação do “365Algarve” e por ele financiado. De resto, “Cataplay” encarna bem os princípios que estão subjacentes ao programa de animação cultural da região algarvia durante a época baixa, lançado pelas secretarias de Estado da Cultura e do Turismo, e isso não é casual.

«Um dia acordei com esta ideia (risos). Tinham-me lançado um desafio, o de pensar um projeto para candidatar ao “365Algarve”. E um dia acordei com esta ideia já muito definida: um espetáculo de teatro, em que se provasse e cheirasse a cataplana», conta Tânia Silva.

«Num primeiro momento, idealizei um monólogo e convidei o Mário Spencer para encenar. Mas ele gostou tanto da ideia que quis entrar, o que trouxe a necessidade de encontrar alguém para nos dirigir. E ambos dissemos, em simultâneo, o nome do João, já que ambos tínhamos o desejo de trabalhar com ele», acrescentou.

O Sul Informação falou com a atriz algarvia após um dos ensaios da peça, que estão a decorrer há semanas em Faro. Uma oportunidade de ver em ação o duo que protagoniza a peça, mas também para falar com o encenador João de Brito e com Lélia Madeira, da Tertúlia Algarvia, entidade parceira do “Cataplay”.

A opção por encetar uma parceria com esta associação cultural, que explora um restaurante na Cidade Velha de Faro, também surgiu naturalmente, explicou Tânia Silva. «Logo desde o início, pensei em ter esta colaboração com a Tertúlia Algarvia, para que o público pudesse provar uma verdadeira cataplana. Não seria nunca cozinhada por nós, embora haja alguém a cozinhar durante o espetáculo», explicou.

Ou seja, à medida que a ação de “Cataplay” se desenrola, haverá uma ação paralela, dentro de uma cataplana ali bem próxima. O público poderá contar, desta forma, com o aroma desta iguaria, para abrir o apetite, que poderá ser saciado no final do espetáculo, com a degustação da cataplana que for cozinhada, por chefes de cozinha convidados.

Durante a confeção do prato, Tânia Silva e Mário Spencer ocupar-se-ão «a falar da vida, com a cataplana como pretexto». A dupla de atores encarna o papel de cozinheiros com personalidades fortes e, em grande medida, antagónicas. E se o humor está quase sempre presente, não faltam momentos mais dramáticos à peça, sem esquecer as oportunidades de interação direta com o público.

Os dois cozinheiros competem entre si para ver quem tem a melhor receita de cataplana, com várias picardias à mistura, que, de certa forma, servem para esconder um inconfessado – e até reprimido – desejo um pelo outro.

«Achei a ideia muito engraçada. No fundo, trata-se de criar um espetáculo para o interior de um restaurante, a partir de um conceito que é muito forte na Tertúlia Algarvia, o da cataplana», enquadrou João de Brito, o encenador da peça.

Algumas «limitações técnicas» não impediram que se conseguisse montar um espetáculo que «falasse da cataplana, de forma meio brincada, numa espécie de paródia, meio a sério.  Trata-se de misturar o sentimento, a emoção e vários ingredientes, para conseguirmos chegar às pessoas, que é o objetivo».

«O importante é conseguir explicar às pessoas o que é isto da cataplana. E isso passa por três fases: o que é o objeto e como se pode utilizar, que sentimento tem quem a cozinha, que magia tem este prato, e o próprio confecionar e degustar – como tudo se processa», disse João de Brito.

Segundo Lélia Madeira, a cada sessão «serão confecionadas diferentes receitas de cataplana». Além das cataplanas «que habitualmente são servidas no restaurante da Tertúlia Algarvia», o público também poderá ser “presenteado” com uma das receitas que constam do livro que resultou do projeto Cataplana Algarvia, que correu o Algarve a divulgar este utensílio e forma de cozinhar exclusivas do Algarve.

Para já, estão à venda os bilhetes para a estreia do espetáculo, que, como os das demais sessões, custam 10 euros para o público em geral e 7 euros para crianças dos 6 aos 12 anos, para maiores de 65 anos e para estudantes. Há, também, bilhetes de família (dois adultos e uma ou duas crianças) a 25 euros e pacotes de dez bilhetes, a 80 euros.

Quem não conseguir garantir o bilhete para a única sessão de 2017, voltará a ter várias oportunidades, mas só em 2018.

 

Fotos: Hugo Rodrigues|Sul Informação

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