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Dois candidatos com muito em comum disputam presidência da AAUAlg

Os alunos da Universidade do Algarve (UAlg) vão voltar a eleger a direção da Associação Académica na próxima terça-feira, dia 5 de Dezembro. Em 2017, há duas listas candidatas, encabeçadas por Pedro Ornelas (Lista A) e Daniela Vairinhos (Lista C), que até já foram colegas numa ex-direção da AAUAlg, mas que estão agora de lados opostos da barricada.

O Sul Informação e a Rádio Universitária do Algarve RUA FM entrevistaram ambos os candidatos à Direção Geral da AAUAlg, num programa Impressões que teve, desta vez, um formato de debate. Uma conversa que deixou claro que há muitos pontos em comum, nos planos das duas listas, e até na postura dos dois candidatos. A diferença, percebeu-se, está na grande prioridade.

Se, por um lado, Pedro Ornelas, que integrou a equipa do presidente da associação cessante, Rodrigo Teixeira, nos seus dois mandatos, defende que o mais importante é intervir ao nível da ação social, Daniela Vairinhos, que foi um dos elementos da Direção Geral de Nuno Lopes e ainda esteve com Rodrigo Teixeira no seu 1º mandato, defende que, acima de tudo, é urgente aproximar a AAUAlg dos estudantes.

«Na minha opinião, a Associação Académica, tem um propósito – até porque tem essa capacidade – de ser uma ferramenta de ação social. A Académica tem de estar próxima dos estudantes e, dessa forma, tem de se aperceber de certos problemas. A partir desse momento, a sua responsabilidade é chegar lá e tentar resolvê-los», acredita Pedro Ornelas.

Daí que o candidato que encabeça a Lista A destaque este entre os pilares da sua candidatura. «O apoio a estudantes carenciados, com a criação de bolsas de estudo por parte da AAUAlg, poderá ser uma realidade no ano que vem», assegurou.

«Há alunos deslocados e outros que, realmente, precisam de ajuda financeira. Eu acredito que se nós criarmos uma bolsa de estudo em cada Unidade Orgânica, vamos estar a dar uma ajuda fundamental a quem não tem essa possibilidade. Temos de assegurar que todos, sem exceção, possam estudar no Ensino Superior Público. Se isso não for uma realidade, o que é feito do Estado Social?», questionou Pedro Ornelas.

«Neste momento, não podemos entrar em loucuras e dizer que vamos criar 30 ou 40 bolsas, porque isso não é possível. A AAUAlg não tem dimensão nem recursos financeiros para isso. Mas se criarmos uma bolsa por unidade orgânica, é perfeitamente exequível e não nos faz uma mossa gigante», acrescentou.

Daniela Vairinhos, por seu lado, elegeu como principal bandeira «a comunicação com os alunos e aproximar a Associação Académica aos estudantes. Muitas das nossas propostas vão nesse sentido, nomeadamente no que toca às Reuniões Gerais de Alunos (RGA), que acontecem por unidade orgânica», disse.

«Queremos adaptar um sistema que foi criado há dois anos na Faculdade de Ciências e Tecnologias (FCT), que passa por utilizar os alunos que são representantes por anos e por curso – que devem obrigatoriamente estar nessas RGA para representar os seus cursos – e proporcionar um contacto direto entre as turmas e a AAUAlg, bem como com o diretor das unidades, que costuma estar nas reuniões», ilustrou a aluna que encabeça a Lista C.

Daniela Vairinhos também quer tornar usual uma prática que já acontece durante a Receção ao Caloiro, em que há uma comunicação direta, «por sms ou presencialmente» entre os representantes da AAUAlg e as comissões de praxe.

«Tudo aquilo que a Académica faz ao nível pedagógico será informado pelos nossos vice-presidentes aos representantes por ano e por curso, para que a mensagem e a imagem passe e não seja apenas um post ou um comunicado da AAUAlg», defendeu.

Tudo para que os alunos saibam «o que se está a passar e aquilo que nós fazemos por eles. É estar com eles nas salas de aula, fazer o contacto direto e estar perto dos alunos», concluiu.

O reforço da aproximação aos alunos é, de resto, aquilo que Daniela Vairinhos mudaria, em relação ao que foi feito nos últimos anos. Até porque, à semelhança de Pedro Ornelas, considera meritório o trabalho que tem vindo a ser feito pelas anteriores Direções Gerais da AAUAlg, ao nível financeiro e da estruturação da associação, não vendo motivos para alterações de fundo.

«O ponto fulcral é mesmo a comunicação e a maneira como os alunos veem a Associação Académica. Não digo que a visão seja má, mas por vezes é inexistente. Muitos dos alunos não se interessam com o que se passa na nossa academia e isso nota-se na participação. Em cerca de 7 mil alunos que havia no ano passado, 1600 votaram. A taxa de abstenção é muito alta e isso significa que, apesar de estarmos a trabalhar para eles, muitos dos alunos não notam», defendeu a candidata à AAUAlg.

Daniela Vairinhos acrescentou que a questão «do aumento de número de bolsas» é também uma preocupação da sua candidatura.

Da mesma forma, no que toca à comunicação com estudantes, Pedro Ornelas não desvaloriza a sua pertinência, defendendo mesmo que «é fundamental e um dos pilares que tem sido defendido há anos pela AAUAlg». Mas, diz, «é complicado chegar a toda a gente, porque somos uma academia com mais de 8 mil alunos».

O primeiro elemento da Lista A assume-se como um candidato de continuidade da atual Direção Geral e, como tal, diz que manterá a mesma linha. Daí que prefira destacar aquilo que é para manter.

«Quero manter a boa gestão financeira que tem sido feita na Associação Académica e a recuperação que está ser conseguida», considerou.

Noutros campos, como a questão das propinas, ambos os candidatos estão em sintonia: não pode haver aumentos e até devem baixar.

 

O debate entre os dois candidatos à presidência da AAUAlg pode ser ouvido na íntegra aqui.

 

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