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«Há coisas boas a caminho» para as bandas algarvias que atuam no Festival F

Mauro Amaral não tem dúvidas: «sinto que há coisas boas a caminho e que tudo vai melhorar a partir daqui». O músico farense é um dos representantes do Algarve no cartaz do Festival F, que começou ontem, dia 31 de Agosto e dura até sábado, 2 de Setembro, na Vila-Adentro de Faro, e já teve a oportunidade de subir ao palco, esta quinta-feira, para atuar num dos maiores eventos musicais da região.

Para este artista, bem como para os também algarvios Galopim e Riding a Meteor, que sobem ao palco hoje e amanhã, atuar num festival com a dimensão do F é, não só, um reconhecimento pelo trabalho realizado, mas uma oportunidade de dar um impulso à carreira.

«Acho que é importantíssimo que se abra as portas aos artistas da região. Para mim, como calculam, é uma satisfação enorme estar aqui tão pouco tempo depois de ter lançado o meu primeiro EP», defendeu o artista, que foi convidado pela organização a estar presente numa sessão realizada esta segunda-feira, que serviu para dar a conhecer os últimos pormenores do festival.

«Tocar aqui é uma validação. Sinto que há já mais carinho da cidade em relação a mim e um maior respeito, porque fui “carimbado” com o selo de um evento de qualidade extrema, como é o F, para mais dedicado à música nacional», afirmou o músico algarvio.

Mauro Amaral tentou aproveitar ao máximo a oportunidade que lhe foi dada, até porque não é fácil para um artista da região ser escolhido para atuar neste festival, apesar de a Câmara de Faro, que organiza o evento, fazer questão de contar com “prata da casa” no programa.

«Acho que devia haver ainda mais abertura. Tenho o maior respeito pelo trabalho que está a ser feito, mas penso que há uma quota muito pequena de músicos da região, algo que devia ser revisto, como já o disse abertamente à organização. Espero que a minha presença e as do Galopim e dos Riding a Meteor sirvam para abrir ainda mais as portas a projetos algarvios», disse.

A ideia de poder estar presente num festival com a dimensão do F tem servido de incentivo a muitas bandas algarvias para trabalhar mais afincadamente, acredita Mauro Amaral. Mas, como tudo, há o reverso da medalha.

«Muitas vezes, não estar presente é que nos desincentiva muito, porque vemos malta de todo o país a vir e, nós que trabalhamos com originais, acabamos por ficar de fora. Pode ser desmotivante», acredita.

Apesar de defender que há ainda trabalho para fazer, Mauro Amaral considera que se está «no bom caminho». «Estamos a tentar crescer, em conjunto. Por vezes as coisas demoram mais tempo do que os artistas precisam. Para nós, a ansiedade de mostrar o nosso trabalho e sermos positivados por isso é grande», disse.

Para Mauro Amaral, essa ansiedade já passou, pelo menos para já. Resta agora esperar pelas «coisas boas» que perspetiva que irão acontecer.

Fotos: Martyna Mazurek|Sul Informação

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