Diogo Picão dá-se a conhecer no Algarve antes da estreia em álbum

Diogo Pição vai apresentar o seu EP “Sancho Dança” numa mini Tour pelo Algarve entre amanhã, dia 3, e 6 […]

Diogo Pição vai apresentar o seu EP “Sancho Dança” numa mini Tour pelo Algarve entre amanhã, dia 3, e 6 de Agosto. Faro, Loulé, Albufeira e Olhão recebem o músico da Lourinhã que apresenta, pela primeira vez no Sul a sua sonoridade luso-brasileira, uns meses antes do lançamento do longa duração.

«Vou mostrar canções que fui escrevendo ao longo dos anos, algumas são do EP outras estão no álbum que irá sair em Outubro. Vou com o Anders Perander que é o guitarrista que também toca no quarteto que toca no álbum. Muitas vezes fazemos com duas guitarras, percussão e eu na voz e saxofone mas, desta vez, será mais intimista, só com voz guitarra e saxofone» revela Diogo Picão ao Musicália/Sul Informação.

Hostel 1878, em Faro, 11 da Villa, em Loulé, Havana Bar, em Albufeira, e a Casa Modesta, em Olhão, recebem o músico português na sua Caribe Ibérico Tour, onde aproveita para mostrar uma outra vertente do EP lançado em 2016.

«Os concertos ao vivo são assumidamente diferentes do álbum. Neste caso, vai ser mesmo diferente porque há algum tempo que não o faço em duo. Há algumas adaptações feitas nos arranjos, mas a estrutura das canções estão lá, as letras e as harmonias estão lá, depois é ajustar pormenores e, até, mudares os papeis», adianta Diogo Picão.

Muito influenciado pelos cantautores portugueses, que ouvia desde a infância, foi buscar à música brasileira o complemento rítmico e a força de rir no sofrimento.

Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e João Bosco são influências assumidas, onde Diogo Picão “bebeu” os ritmos, para juntar à fonte das letras dos nacionais Sérgio Godinho e Zeca Afonso. A fusão não é intencional, mas «na verdade, as coisas foram surgindo assim. Como as influências eram essas, as canções foram surgindo com essas cores» afirma o artista.

A escola de jazz no Porto também mostra a sua influência, marcada nas harmonias e nas melodias das canções. O músico gostaria que o trabalho final mostrasse o seu cunho pessoal e que não fosse apenas uma colagem de estilos e «que soe a uma coisa própria».

Foi a entrada na escola de música, para aprender saxofone, que o levou a concentrar-se na música instrumental. No entanto, depois de ter terminado o curso, as bases semeadas na infância vieram ao de cima e acabou por perceber que era no mundo das canções que sentia melhor. «É bem mais fácil escrever canções com letra do que peças apenas instrumentais» e Diogo Picão acabou por deixar a caneta correr.

“Sancho Dança” traz três canções, duas delas com uma nova gravação e misturas depois de terem aparecido em “Cajó”, disponível do Bandcamp do músico. Ao vivo, será possível conhecer mais músicas, «todas escritas em português, excepto uma em espanhol».

Os concertos da Tour Diogo Picão Caribe Ibérico têm entrada livre.

3 Agosto | 19:30 | Hostel 1878 | Faro
4 Agosto| 22:30 | 11 da Villa | Loulé
5 Agosto | 23:59 | Havana Bar | Albufeira
6 Agosto | 19:30 | Casa Modesta | Quatrim do Sul (Olhão)

 

Oiça “Cajó” de Diogo Picão:

 

A entrevista com Diogo Picão:

Comentários

pub
pub