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Suécia tem novo cônsul no Algarve para apoiar crescente comunidade sueca na região

A sua ligação à comunidade sueca no Algarve não é de hoje, mas será agora bem mais profunda. Rui Horta é desde há cerca de uma semana o novo cônsul honorário da Suécia no Algarve, uma extensão da embaixada deste país nórdico em Portugal que foi criada há poucos anos para dar resposta à crescente comunidade sueca que escolheu a região para viver, passar parte do ano ou, simplesmente, visitar.

O advogado tavirense foi a personalidade escolhida para ser o rosto do Reino da Suécia no Algarve, substituindo no cargo Peter Morawetz, com o qual já colaborava. A “consagração” de Rui Horta enquanto cônsul honorário aconteceu na passada sexta-feira, numa sessão que decorreu em Tavira e em que tomou posse oficial do cargo.

Na cerimónia, esteve presente a embaixadora da Suécia em Portugal Caroline Fleetwood, que não escondeu a sua satisfação pelo perfil do novo cônsul.

«O sr. Rui Horta já trabalhava com o anterior cônsul honorário Peter Morawetz e sei que é uma excelente pessoa, muito conhecida na comunidade. É uma boa escolha para o cargo. O facto de ser advogado é muito importante, pois sabe como é que as coisas funcionam e pode explicar às pessoas. Estou muito contente que ele tenha aceite o meu convite», disse ao Sul Informação a embaixadora da Suécia.

A existência de um consulado da Suécia no Algarve é cada vez mais justificada, tendo em conta o crescente número de suecos que vivem na região.

«A comunidade sueca não é novidade no Algarve, mas o grande boom foi  mais recente, nos últimos seis ou sete anos. Tem crescido significativamente e Tavira tem sido um local de eleição dos suecos, já cá temos bastantes. Este foi um dos motivos que levou à instalação de um consulado da Suécia no Algarve há cerca de dois anos e que este continua a existir», explicou Rui Horta, em declarações ao Sul Informação.

«Não é possível ter números muito concretos, pois há muitos suecos que fazem, passe a expressão, uma vida dupla entre Portugal e o seu país. E não há qualquer registo destas pessoas. No consulado, estão registados algumas centenas de residentes, mas no total serão, certamente, muitos mais», acrescentou.

Uma ideia reforçada por Caroline Fleetwood, que disse não ser possível «dizer ao certo a quantidade de suecos que vivem no Algarve, pois não é obrigatório registar-se».«Mas posso dizer-lhe que o número está a crescer, pois a região é muito popular no meu país e há muita gente que a escolhe para residir ou para a visitar, como turista», disse a diplomata sueca.

«Sempre que alguma coisa acontece, podem sempre contar com uma excelente ajuda do cônsul aqui no Algarve e da embaixada, em Lisboa. Temos suecos a viver um pouco por todo o país», acrescentou.

Muitos dos suecos que cimentaram uma relação com Portugal e o Algarve, adquirindo cá uma casa, acabam por beneficiar do Estatuto de Residente não Habitual, «que não se destina apenas aos suecos, é para todos, apesar destes serem dos que mais aproveitam o estatuto». «Mas isso não os obriga a viver cá. Usufruem do benefício fiscal e vivem parte do ano cá e a outra lá, nomeadamente no Verão, em que aproveitam a melhoria do tempo para regressar à Suécia», explicou Rui Horta.

O Consulado da Suécia está instalado na Rua 1º de Maio, em Tavira, no escritório de advocacia de Rui Horta.

Da parte do consulado, podem contar com toda a ajuda que necessitarem. «Nós intervimos numa série de áreas, damos apoio em quase tudo: certificamos documentos, emitimos passaportes em caso de extravio ou caducidade, ajudamos em casos de falecimento. Também damos apoio legal e administrativo», explicou o advogado tavirense.

Uma ajuda que, na visão de Caroline Fleetwood, ainda continuará a ser dada por muito tempo. «Penso que os meus conterrâneos continuarão a escolher o Algarve para viver depois da reforma, mas também para estudar e conhecer a cultura. Portugal é um país que está a ser descoberto pelos suecos e é um destino muito popular», disse a embaixadora da Suécia.

A cultura portuguesa é outra das atrações do nosso país. «A língua portuguesa é muito interessante. Há 330 milhões de pessoas que a falam, logo, vale a pena estudá-la», referiu.

Caroline Fleetwood já domina relativamente bem o nosso idioma, «embora não fale na perfeição, pois é difícil», não só pelos cinco anos que já leva como embaixadora da Suécia em Portugal, comissão que está prestes a terminar, mas também porque a sua carreira diplomática também a levou a passar «no Brasil e em Cuba».

«Tenho muita pena de ir embora. Vou ter muitas saudades (risos)», rematou.

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