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Desidério Silva: «A TAP não é amiga da região»

O Algarve teve, em 2016, um ano de recordes no turismo, mas há margem para crescer. Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), vê potencialidades em novos mercados, como o americano, mas o facto de a TAP não assegurar mais ligações ao Aeroporto de Faro é um entrave à vinda de mais turistas à região.

Em entrevista ao programa Impressões da RUA FM/Sul Informação, Desidério Silva explicou que «há preocupações em angariar novos mercados». No entanto, em relação a «mercados emissores como os Estados Unidos, o Brasil e países asiáticos, o Algarve não se posiciona muito face a esse perfil, até devido à falta de acessibilidades aéreas».

O responsável considera que «a TAP não é amiga da região, como sabemos. Só faz voos para Lisboa e Lisboa-Faro, no sentido de: “como chegam a Lisboa, vamos levá-los a Faro e, se estão em Faro, e querem ir para outro lado, vamos levá-los a Lisboa”».

Para Desidério Silva, «enquanto não houver mais voos Faro-Lisboa ou enquanto a TAP não voar de Faro para uma capital da Europa, teremos sempre dificuldades. Mesmo assim, o mercado americano este ano já foi o nosso 9º mercado. Isto quer dizer que, se houvesse mais capacidade e mais mobilidade em relação aos voos dos Estados Unidos para o Algarve, daria uma ajuda».

A TAP não liga o Porto a Faro por via aérea, mas as críticas à atividade da companhia aérea aproximam os dois destinos. Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, também já fez várias considerações em relação ao alegado abandono do Aeroporto Francisco Sá Carneiro pela empresa, tendo inclusive escrito um livro sobre o tema.

Por isso, o foco da RTA «é trabalhar onde temos a certeza que há retorno. Os outros destinos é para ir trabalhando. Por exemplo, a Associação de Turismo do Algarve vai fazer um roadshow nos Estados Unidos, associando-se com o Alentejo, tendo como base essa procura».

Em relação aos mercados europeus, os principais emissores de turistas para a região, Desidério Silva diz que, ainda assim, há «um potencial brutal nesses mercados. Há muitas pessoas que ainda não conhecem a região. Por exemplo, temos grandes potencialidades na Alemanha. Os alemães que vêm ao Algarve, face ao numero de turistas alemães que existem, são uma minoria. Por isso, temos capacidade de reforçar e aumentar o numero de visitantes da Alemanha, como ainda temos também capacidade de aumentar o número de ingleses».

 

Oiça aqui a entrevista na íntegra:

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