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Catarina Martins: «Há todas as condições» para parar furo da Eni/Galp ao largo de Aljezur

Há «todas as condições para parar» a realização de um furo de prospeção de petróleo, pelo consórcio Eni/Galp, ao largo de Aljezur, defendeu este sábado a coordenadora do Bloco de Esquerda Catarina Martins, em Olhão.

A líder bloquista acha que a autorização que foi dada às petrolíferas no dia 11 de Janeiro para realizar trabalhos na Costa Vicentina está ferida de irregularidades e deve ser revogada, já que Portugal «não pode permitir que seja feito um primeiro furo».

À margem de uma visita aos Mercados de Olhão, iniciativa que serviu para lançar as candidaturas autárquicas do Bloco no Algarve, Catarina Martins explicou porque acha que ainda é possível parar o processo.

«Um diretor geral que já estava de saída assinou concessões para permitir o furo, o que é já de si uma situação muito irregular. Entretanto, o processo parou e houve uma consulta pública em que participaram mais de 40 mil pessoas contra a realização de furos e por boas razões, o perigo ambiental que representam. As autarquias todas do litoral algarvio e alentejano pronunciaram-se contra. A própria Galp já tinha dado como perdido o processo, porque a sua licença acabava no final de 2016», enumerou.

Mais do que possível, o Bloco de Esquerda considera ser «muito importante» travar o processo. «Nós estamos a falar do tipo de furo que as pessoas conhecerão pelas piores razões, com por exemplo o que aconteceu no Golfo do México, em que houve derrame de petróleo durante 88 dias seguidos», ilustrou.

Outra consequência que pode ter a autorização dada à Eni/Galp para fazer um furo e operar durante 60 dias na concessão Santola, ao largo de Aljezur, é a de reativar processos que tinham sido fechados. «Fazer um primeiro furo, só dará razão a todos os outros que também tiveram concessões feitas desta forma inaceitável pelo anterior Governo, para reabrirem processos anteriores e fazerem mais furos. Não podemos permitir um primeiro furo», defendeu a coordenadora do BE

Para Catarina Martins, está-se perante «um modelo económico do passado», que se for aplicado em Portugal «poderá trazer danos ambientais de futuro muito graves».

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