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365 Algarve precisa de «eventos que façam a diferença» e que tragam dormidas

Perto de 20 mil pessoas já assistiram aos eventos promovidos no âmbito do programa 365 Algarve, mas a iniciativa «não resolve a sazonalidade» do Algarve. De acordo com Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve, a segunda edição do programa, que vai começar em Outubro deste ano e prolongar-se até Maio de 2018, precisa de «outra dimensão» e deve «enquadrar três ou quatro eventos que façam a diferença».

Em entrevista ao programa Impressões da RUA FM, feito em parceria com o Sul Informação, o responsável do Turismo no Algarve explicou que, «quando o programa foi posto no terreno, com tempos de execução muito rápidos, havia duas questões essenciais: a promoção da visibilidade e notoriedade da região, em termos culturais, promovendo assim mais dormidas. O programa tem dado sinais de notoriedade, mas o aumento de dormidas ainda não se sente».

De acordo com Desidério Silva, «nos primeiros meses do programa, perto de 20 mil pessoas participaram nas ações. É um bom sinal, mas temos a noção que 20% são estrangeiros e grande parte são residentes. É preciso chamar aqui os hoteleiros para dar outra dimensão ao projeto».

365 Algarve na FITUR. Foto retirada do Facebook de Dália Paulo

Para garantir essa maior dimensão, Desidério Silva defende que, «de Outubro a Maio do próximo ano, têm que ser enquadrados três ou quatro eventos que façam a diferença, que dêem um “clique”. Ou seja, que garantam que o 365 Algarve não é um programa interno».

O responsável considera que «não podemos dar notoriedade à região se não tivermos protagonistas com renome. Independentemente da dimensão dos nossos agentes e artistas, que nos parece interessante e é por isso que os apoiamos, há aqui espetáculos e programas que sabemos que não darão “o salto”, se não estiverem “agarrados” a outros nomes que façam a diferença. Isso tem de ser feito e trabalhado».

Desidério Silva diz que a primeira edição do 365 Algarve «é a base. Já conseguimos pôr [os agentes culturais algarvios] a trabalhar, dando-lhes dinâmica. Já conseguimos que as pessoas saiam para ir ver os espetáculos. A partir daqui, vamos alavancar [o 365 Algarve] a uma escala maior, de forma a que a visibilidade e notoriedade se associem também às dormidas na região, porque estas dormidas fazem-nos muita falta de Outubro a Maio», concluiu.

A aposta na próxima edição 365 Algarve é forte e na FITUR, que está a decorrer em Madrid, até domingo, o programa conta mesmo com um stand próprio, no âmbito da participação do Algarve.

O programa de eventos vai continuar a surpreender, destacando-se já no próximo mês de Fevereiro, a estreia mundial do concerto a quatro mãos para piano por Mário Laginha e Armando Mota, no âmbito do 1º Festival Internacional de Piano do Algarve, que terá lugar no dia 18 de Fevereiro, no Teatro Municipal de Portimão.

O irreverente «Alquimia – Itinerâncias Culturais» é outro evento em destaque no cartaz do «365 Algarve», uma proposta cultural que oferece ao público experiências que enriquecem e intensificam a vivência do lugar. «Alquimia» é um convite à redescoberta da região algarvia em quatro programas distintos de três dias cada, dedicados a cada um dos quatro elementos (Água, Ar, Fogo e Terra), que integram workshops, encontros, passeios, conversas e visitas guiadas que se interligam, complementam e desenrolam pelo Sotavento Algarvio nos meses de Fevereiro, Março, Abril e Maio.

A gastronomia também terá destaque no final de Fevereiro, pelas mãos do Chef Antoine Westermann, que irá organizar uma Semana Gastronómica, no Museu de Portimão, no âmbito do projeto «Fazer Render o Peixe em Portimão».

A programação completa pode ser consultada na página do «365 Algarve» no Facebook e o programa está disponível para download no sítio da Região de Turismo do Algarve na Internet.

 

 

Oiça aqui a entrevista na íntegra:

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