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Câmara de Faro contrata 63 novos funcionários para as escolas «até final do ano»

ParqueInfantil_escola basicaA Câmara de Faro conta resolver de vez o problema da falta de funcionários nas escolas do concelho até final do ano.

A autarquia farense está já «na fase de entrevistas» tendo em vista a contratação de 63 novos funcionários, nomeadamente 56 novos assistentes operacionais e 7 animadores na área de apoio à ação educativa, processo que deverá estar concluído ainda em 2016.

Segundo revelou ao Sul Informação o presidente da Câmara de Faro Rogério Bacalhau, esta medida irá resolver o problema da falta de pessoal nas escolas do 1º ciclo e no pré escolar, no concelho, e «acabar de vez com os contratos de inserção», a alternativa encontrada pela autarquia farense para fazer face às carências.

Este ano letivo, ainda haverá pessoal nas escolas ao abrigo destes contratos, que visam ocupar temporariamente pessoas que estejam inscritas no fundo de desemprego. «Já fizemos o pedido ao Centro de Emprego de Faro, no sentido de contratar pessoas que possam substituir aquelas cujo contrato acaba agora no final do mês», segundo o edil farense.

«Houve uma grande adesão ao concurso que lançamos. Tivemos cerca de 500 candidaturas, pelo que o processo ainda está a decorrer. Conto tê-lo fechado até final do ano», assegurou Rogério Bacalhau.

Com a entrada dos 63 novos funcionários, que passam a pertencer aos quadros da Câmara, as escolas EB1, geridas pela autarquia, deixa de ser necessário pedir ajuda extra ao Centro de Emprego.

Esta medida inclui-se num conjunto de investimentos que a Câmara está a levar a cabo nas escolas do concelho, no âmbito do programa Faro Requalifica II, para o qual forma canalizados cerca de 4 milhões de euros que transitaram do exercício de 2015.

Pavilhão Escola Afonso III_3Nas escolas, as obras a realizar, que passam pela pintura do pavilhão da EB 2, 3 Poeta Emiliano da Costa, pela substituição das janelas e outras melhorias na escolas do Carmo e a instalação de diversos novos equipamentos de cozinha, entre outras, vão custar cerca de 700 mil euros e espera-se que estejam concluídas antes de 2017.

Excluída destas contas está a requalificação do Pavilhão da Escola Dom Afonso III, obra orçada em 150 mil euros que já está a decorrer e que só deverá estar pronta no final de Outubro, devido a um atraso relacionado com a substituição do piso da infraestrutura.

Segundo a Câmara de Faro, o investimento global na educação andará próximo dos 2 milhões de euros. «Só em apoios sociais para os alunos mais carenciados, o município vai desembolsar, este ano lectivo, cerca de 1,3 milhões de euros. Este investimento compreende refeições (pequeno almoço e almoço), num valor total de 639 mil euros, transporte escolar para cerca de 950 alunos (535 mil euros) e também 85 mil euros para manuais escolares e material didático destinados aos escalões A e B», segundo a autarquia farense.

«Da mesma forma, vai manter-se este ano o programa municipal de bolsas de estudo que vai permitir a 16 famílias carenciadas do concelho continuarem a investir na educação dos seus filhos. Estas bolsas destinam-se aos alunos que frequentem o ensino secundário ou superior e tem como condição serem residentes no concelho há mais de 5 anos. O valor total que o Município de Faro deverá investir neste programa ascende a 48 mil euros o que representa um valor mensal de 2/5 do salário mínimo nacional a cada um dos bolseiros», concluiu a Câmara de Faro.

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