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A Universidade do Algarve vai ajudar a Polícia Judiciária a resolver crimes

Assinatura protocolos Investigação CriminalOs recursos técnicos e tecnológicos, bem como o conhecimento que existe na Universidade do Algarve, passaram a estar ao dispor dos agentes que se dedicam à investigação criminal.

A universidade algarvia, através da sua Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo, foi uma das duas Instituições de Ensino Superior que assinaram protocolos de colaboração com a Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária, no âmbito das 4º Congresso de Investigação Criminal, que decorreu esta semana, em Faro.

O próprio evento já havia resultado de uma parceria entre a ASFIC/PJ, a UAlg e o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, que assinaram os protocolos na quinta-feira.

«É importante haver uma complementaridade entre o saber académico e o saber prático. Esse, é de resto, um dos objetivos dos Congresso de Investigação Criminal. O que pretendemos é que aquilo que foi uma parceria de sucesso [Congresso], se prolongue no tempo e nos permita outro tipo de iniciativas conjuntas, e que todos ganhemos com isso. Nós, aprendendo com a parte académica, e os académicos com a parte prática», considerou o presidente da ASFIC/PJ, à margem da sessão.

«Há a ideia de construirmos oferta formativa pós-graduada na área de investigação criminal, que possa ser útil, em várias modalidades. E as competências do ISCSP, de Lisboa, são muito importantes para complementar o que nós oferecemos. Queremos criar uma oferta formativa que seja útil à população em geral, mas também aos membros da PJ que queiram atualizar o seu conhecimento e trocar experiências», acrescentou o reitor da UAlg António Branco.

Carlos Garcia (PJ): A cibercriminalidade «vai crescer exponencialmente nos próximos anos»

Esta troca de experiências é a base dos acordos assinados, mas a colaboração poderá ir mais longe. A existência de técnicos superiores especializados em diferentes áreas e de equipamento científico na Universidade do Algarve pode ser bem útil à PJ, na hora de investigar um crime.

«A utilização de recursos das Universidades também está contemplada nos protocolos. Vamos procurar ir buscar a cada uma das instituições aquilo que ela tem para dar e oferecer», segundo Carlos Garcia.

«Poderá até haver um potencial, no que toca à investigação científica, e nós podemos, eventualmente, potenciar o nascimento de projetos de investigação conjuntos, que possam ser úteis à sociedade», complementou António Branco.

«Eventualmente, poderemos pensar em oferta formativa com atribuição de grau. Mas isso não é, para já, o mais importante», acrescentou o Reitor da universidade algarvia.

O aprofundamento da investigação, nomeadamente ao nível do cibercrime, tema do 4º Congresso de Investigação Criminal da ASFIC/PJ, é fulcral, considerou Carlos Garcia. Isto porque os especialistas na matéria têm vindo a avisar que este tipo de crime «vai crescer exponencialmente nos próximos anos».

O facto de terem lugar num ambiente virtual, o ciberespaço, e de estarem sujeitos a constantes mutações, tornam os cibercrimes uma das principais dores de cabeça das forças que se dedicam à investigação criminal, em todo o mundo. Daí que a ASFIC/PJ tenha feito questão de contar com convidados estrangeiros, que deram conta do que se faz em países como os Estados Unidos da América (FBI e NSA), em Espanha (Cuerpo Nacional de Policia) ou a nível europeu (Europol).

cartaz_iv_congresso_de_investigacao_criminal«O objetivo de ter estrangeiros a intervir, neste congresso, é que possamos conhecer as boas práticas que se vão exercendo lá fora e comparar com aquilo que vamos fazendo, internamente, para aprender e, eventualmente, adequar procedimentos. Mas também serve para mostrar aquilo de bom que nós fazemos», disse Carlos Garcia.

E, avisou, os decisores políticos terão de ter mais atenção à área da investigação de crimes cibernéticos e investir mais na sua consolidação e eficiência.

«Este é um tema muito atual e um tipo de crime que levanta enormes desafios à investigação criminal. Em qualquer ponto de acesso wi-fi, podemos cometer um crime. E qualquer pessoa traz consigo um computador no bolso, como por exemplo um smartphone», ilustrou o presidente da ASFIC/PJ.

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