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Autarcas algarvios só aplaudem quando as obras na EN125 começarem no terreno

Estradas-de-Portugal-a-explicar-obras-da-Variante-Norte-à-Câmara-de-FaroO anúncio do recomeço das obras na EN125 «é positivo», mas aplausos só mesmo quando a obra estiver efetivamente no terreno e a ter progressos.

Os presidentes de Câmara do Algarve esperam para ver se as garantias dadas pela empresa Estradas de Portugal se concretizam, depois de a empresa ter anunciado, no início da semana, que as obras nesta importante infraestrutura rodoviária recomeçam em agosto, em três variantes, e no final do Verão, em áreas que podem afetar a circulação.

Os autarcas algarvios reuniram-se com a Estradas de Portugal esta segunda-feira e, além do anúncio de que as obras nas Variantes de Faro, Troto e Lagos são para avançar já a partir do próximo mês, ficaram a conhecer o plano de obras e a sua calendarização.

«Foi uma reunião positiva. Foram avançadas datas para o início das obras e apontado o seu término para o primeiro semestre de 2016», disse ao Sul Informação o presidente da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve.

Apesar de tudo ter sido «devidamente explicado» pela dona da obra, a AMAL adota uma postura de ver para crer. «O que os autarcas querem é obras concretas no terreno. Ouvimos, registámos e concordamos que é necessário que haja obra. Mas já nos foi dita muita coisa, ao longo dos anos», ilustrou Jorge Botelho.

Assim, a entidade que junta os 16 municípios algarvios assume um papel de fiscalizadora das promessas feitas. «Já ficou agendada uma reunião para o dia 15 de janeiro, daqui a sensivelmente seis meses, para aferir o que está, realmente, a ser feito no terreno», anunciou.

O discurso cauteloso de Jorge Botelho é, também, justificado pelo facto de a renegociação do acordo com a concessionária Rotas do Algarve Litoral, que irá permitir que as obras recomecem, finalmente, «ainda carecer do visto do Tribunal de Contas». O presidente da Estradas de Portugal garantiu, em Faro, que o processo seguirá «o quanto antes» para o tribunal, mas a experiência aponta para que nem sempre é fácil obter luz verde daquele organismo.

Neste caso, estará mais em xeque a promessa de começar as obras nas Variantes no início de agosto, como foi prometido, já que as obras na EN125, propriamente dita, nunca começarão antes de setembro.

 

Há 14 milhões disponíveis para as obras entre Olhão e VRSA

Obras na EN125A renegociação da concessão Rotas do Algarve Litoral permitiu ao Estado poupar algumas centenas de milhões de euros, mas também levou a que parte da intervenção, nomeadamente as obras previstas para o torço da EN125 entre Olhão e Vila Real de Santo António (VRSA), fossem retiradas do acordo.

O secretário de Estado dos Transportes Sérgio Monteiro havia anunciado, há algumas semanas, que já havia dinheiro para a obra e o presidente das Estradas de Portugal anunciou aos autarcas algarvios, na segunda-feira, que o valor em causa ronda «os 14 milhões de euros», segundo Jorge Botelho.

Este valor servirá «para fazer algumas rotundas e levar a repavimentação que é necessária e urgente». As obras «identificadas como prioritárias», no troço fora da concessão, são «o acesso a Olhão desde o nó da Via do Infante» e as zonas «de Castro Marim e VRSA»

O que já se sabe que ficará para trás são as variantes a Olhão e Luz de Tavira, intervenções que já haviam caído numa primeira renegociação, há cerca de três anos.

 

 

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