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Mural em graffiti dá nova vida a casa abandonada no centro de Portimão (com fotos)

Onde antes havia a parede feia, com janelas e portas entaipadas, de mais um prédio devoluto em Portimão, está agora a nascer um mural. Trata-se de uma das muitas atividades do Março Jovem, a decorrer até dia 30.

Na Rua Júdice Biker, aos pés do Jardim 1º de Dezembro e do Tempo, o Teatro Municipal, quase paredes meias com a Casa Manuel Teixeira Gomes, os writers Helder José, ou antes Bamby, e Maria João Careto trabalham, indiferentes ao trânsito que passa ali mesmo ao lado e que, às vezes, até abranda para ver o que estão eles a fazer.

Bamby, através da sua empresa Style Spectrum, é um writer bem conhecido dos algarvios, e as suas obras, agora oficiais e autorizadas (é da sua autoria, por exemplo, a pintura das passagens aéreas para peões na avenida V6 em Portimão), espalham-se sobretudo pela cidade, mas não só. Agora, a par desta «intervenção artística no espaço urbano com graffiti» que está a fazer na rua Júdice Biker, está também a pintar murais no parque aquático Zoomarine, na Guia (Albufeira).

É que Bamby, que tem formação em design de publicidade, é um dos poucos writers que vive profissionalmente da arte do graffiti.

No princípio, pintava só paredes, mas hoje é solicitado para outras telas, desde locais para festas de crianças, a bares e discotecas, passando também por vários locais da cidade de Portimão.

Quanto ao que vai sair do mural em Portimão, Bamby prefere não desvendar o segredo antes de estar completo. E convida as pessoas para irem espreitar um trabalho em progresso. Mas na sexta-feira à tarde, com o trabalho ainda em fase inicial, dava já para perceber que, às janelas daquela casa abandonada e entaipada, vão agora surgir novas personagens.

Ao lado de Bamby, trabalha a Maria João Careto, do Atelier 13, que se apresenta como artista, artesã, body painter e formadora. Ambos têm as mãos sujas de tinta, manchas que, no caso de Bamby, até lhe cobrem a roupa.

O trabalho de ambos tem até a particularidade de integrar a bem visível placa «Vende-se», colocada na fachada da casa velha.

Maria João considera que «intervenções como esta deviam ser feitas noutros espaços desta e de outras cidades». Dessa forma, poderiam alcançar-se dois objetivos: dar novos espaços de expressão aos artistas, sobretudo aos que se dedicam ao graffiti, mas também dar nova cara às cidades.

Ao lado do mural que está a nascer, fica a Pastelaria Arade, cujo proprietário se mostra agradado com a intervenção. «Era o que deviam fazer pela cidade, nos prédios que estão abandonados, e que cada vez são mais».

Ao lado do mural em progresso, já existe uma outra intervenção em graffiti, feita no ano passado, e que cobre um edifício que ficou por acabar. «Já tenho visto muitas pessoas, sobretudo estrangeiros, a fotografar essas pinturas, porque gostam muito», garante o dono da pastelaria.

A intervenção urbana é promovida pela UM(U)S Associação Cultural Universo dos Mistérios, com o apoio da Style Spectrum, no âmbito do programa do Março Jovem, que decorrer até ao fim do mês em Portimão.

 

 

 

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